Como os soviéticos roubaram um F-86 Sabre em 1951

Fonte: War History On Line

Tradução e adaptação: César A. Ferreira

Na data de 06 de outubro de 1951, o então Segundo Tenente Bill N. Garret, em missão de patrulha, deu-se de frente contra a 324ª IAD (Istrevitenye Avia Divizya , Fighter Aviation Division – ing. Divisão de Aviação de Caça), composta por pilotos dotados dos maiores escores dentre aqueles que lutaram a Segunda Grande Guerra. Atingido, Garret retirou-se em direção à base enquanto o resto da sua patrulha continuou a combater, naquele momento nenhum dos dois lados queria arriscar a ter um dos seus jatos capturado pelo inimigo, daí o fato de Garret ter obedecido a regra imposta.

No caminho de volta, no entanto, ele encontrou uma patrulha de quatro jatos MiG-15, encabeçados pelo capitão Konstantin Sheberstov. De acordo com sua entrevista na Mir Aviatsii (um diário aviação russa), o F-86 Sabre de Garret deixava um rastro de fumaça preta ao realizar uma descida controlada.

Shebertsov  ganhou altura, subindo para 3.300 pés, e quando colimou o norte-americano entre  975 e 1.150 pés, disparou seus canhões. Eles atingiram o Sabre atrás do cockpit, danificando seu motor J-47 e também atingindo-o logo atrás do assento de ejeção do piloto.

Incapaz de responder ao fogo, Garret começou a realizar manobras evasivas, mas perdeu altitude, enquanto Shebertsov continuava  a segui-lo. O capitão soviético sabia que seu governo queria um Sabre, por isso ele foi confrontado com um dilema.

Os soviéticos não estavam  autorizados a voar em território ocupado pelas Nações Unidas, ou seja, na Coreia do Sul. Eles também não poderiam atacar aviões inimigos de perto para evitar a identificação. A União Soviética não participava oficialmente na Guerra da Coreia, afinal de contas, tanto é assim,  que os seus pilotos usavam uniformes da Coreia do Norte. Estas regras foram tão rigorosamente aplicadas que, quando um piloto soviético era alijado sobre o mar, os seus companheiros pilotos metralhavam a ele e ao seu avião para evitar a captura e sua posterior  identificação.

Então para Shebertsov era necessário forçar Garret ir para baixo antes de o americano atingir o espaço aéreo da ONU, mas ele não poderia destruir o Sabre, isto é, caso pudesse evitá-lo. A descida lenta de Garret foi exatamente o que ele precisava, portanto. Ele, Garret, poderia vir ao solo sem muito dano.

O Sabre apontou em direção à costa do Mar Amarelo, tentando aproximar-se do território amigo, tanto  quanto fosse possível. Garret também sabia que os soviéticos queriam seu avião, então desejava,  desesperadamente,  dele se livrar na água. Ele finalmente alcançou à costa, mas não conseguiu fazê-lo no Mar Amarelo. Quase colidiu com a praia, quando um piloto de resgate o encontrou, momento em que pulou para fora; mas o avião era outra questão. Este ficou preso nas piscinas de lama. Os norte-coreanos dispararam contra ele, então Garret e os seus salvadores fugiram.

Nos céus, a batalha se desenrolava com os MiGs lutando para reclamar o seu prêmio, enquanto Sabres tentavam combatê-los. Em seguida, a maré começou a entrar, subir. Centenas de chineses e norte-coreanos se esforçavam para desmontar o Sabre antes de o mar o engolir completamente, mas eles eram constantemente alvejados por aviões americanos e por navios da Marinha dos EUA que navegam ao largo da costa.

Apesar de perder sete dos seus MiGs, os soviéticos obtiveram o seu prêmio e o levaram, juntamente com assuas peças de volta para a União Soviética, em um comboio de caminhões. Eles tiveram que viajar durante a noite porque os americanos os tinham seguido para a China, atacando, inclusive, um caminhão isca cheio de chumbo, que logrou escapar. Com pilotos soviéticos e chineses a perseguir os norte-americanos, as peças fizeram o seu caminho de volta à Rússia. Dias depois, em 24 de outubro, eles capturaram mais um Sabre.

Desesperados, os americanos estenderam a  Operação Moolah para a China e a Coreia do Norte, transmitindo a sua oferta no rádio, bem como por alijamento folhetos de aviões. Valeu a pena. Em 21 de setembro de 1952, Tenente Sênior Sem Kum Sok desertou para a Coréia do Sul, enviando o  seu MiG-15 norte-coreano para a Base da Força Aérea, em Kimpo.

Revisionistas nipônicos propõem uma nova perspectiva da Segunda Grande Guerra

Este artigo foi retirado do site War History On Line. Traduzido e adaptado a partir de matriz cibernética, não há no site original a indicação do autor, o que é uma infelicidade.O link para a matéria original é o que segue: revisionismo nipônico.

Revisionistas nipônicos propõem uma nova perspectiva da Segunda Grande Guerra.

Os revisionistas históricos japoneses são a nova força motriz por trás da versão diferente sobre os acontecimentos da Segunda Grande Guerra. Trabalho forçado, tortura e escravatura sexual são todas elas versões aceitas sobre o Japão no tempo da guerra de acordo com a maior parte do mundo, exceto pelo pequeno, mas crescente grupo de pessoas do Japão.

Dentre os revisionistas, um dos  mais proeminentes é Toshio Tamogami, que já foi Chefe do Estado Maior da Força Aérea de Autodefesa do Japão. Mesmo ele, educado e esmeradamente civilizado, acredita em uma versão diferente do papel usualmente atribuído ao Japão pela historiográfica corrente. O que é interessante, pois esta retórica está se tornando cada vez mais popular no Japão, especialmente entre os mais jovens, que estão fartos em observar o seu país constantemente ter de pedir desculpas a China e a Coréia. Tomogami não é apenas um aposentado feliz, quer ele mais, concorreu para o cargo de governador de Toquio, e porquanto não ter ganho obteve, todavia, a quarta posição com mais de meio milhão de votos. Destes, quase um quarto dos votos foram de pessoas com menos de 30 anos de idade.

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Civis chineses sendo degolados por militares nipônicos. Foto: internet.

Tomogami afirma que os Aliados, vencedores da Segunda Grande Guerra forçaram uma versão dos fatos e a impuseram para o povo japonês, diz ser necessário ao Japão estar de pé e escrever sua própria história.  Na sua versão, Tomogami profere que o Japão não era agressivo, mas que estava apenas a lutar pela sua liberdade contra os brancos imperialistas que estavam a dominar a região do extremo oriente por séculos.  Fala de estar orgulhoso do papel nipônico na luta para empurrar para fora da Ásia as nações europeias. Não corrobora, entretanto, com as atrocidades infligidas nos demais povos asiáticos pelo Japão, chama a invasão da Coréia de “investimento”, e o mesmo para Taiwan e a Manchúria, segundo reportagem da BBC News. Tanto, que quando perguntado sobre a invasão da China pelo Japão e em particular sobre os assassinatos documentados em Nanking, 1937, Tomogami afirma que isto é falso e que não existem relatos comprobatórios de testemunhas oculares. Além disso, quando pressionado sobre o uso de mulheres coreanas como escravas sexuais para as tropas japonesas, responde que isto é uma história totalmente fabricada.

Dá-se que Tomogami não está sozinho, pois muitos nacionalistas japoneses veem alimentado esta versão dos fatos, enquanto isso, o atual Primeiro Ministro do Japão, Shinzo Abe, profere as desculpas protocolares sobre as ações do Japão no período da Segunda Grande Guerra, embora, no tocante àquilo que se trata sobre as mulheres coreanas, prostituição forçada, afirma que não houve por parte dos militares nipônicos o recrutamento de escravas sexuais, mas uma prostituição que se deu por iniciativa das mulheres coreanas.