SU-22 se esquiva de AIM9-X

Por: César A. Ferreira

O piloto da Força Aérea da República Árabe da Síria, Capitão Ali Fahd, demonstrou extrema habilidade, apesar do final negativo da sua missão, visto que acabou por ser abatido. A habilidade se encerra no fato de ter-se esquivado, com sua aeronave de ataque SU-22, defasada em mais de 40 anos em relação ao seu caçador, F-18 E, quando este fez uso de um míssil ar-ar de última geração AIM-9X… Para obter sucesso fez-se necessário o uso do míssil BVR AIM 120 (não se tem a confirmação da versão). Este evento deu-se  no dia 19 último, segunda-feira.

Após ter sido plotada pelos radares da chamada “coalizão”, a aeronave do Capitão Fahd tornou-se alvo de uma parelha de caças F-18E da USNAVY, vetorizados para interceptação do mesmo. Ao dar-se cabo do ato de provocação evidente (por parte dos EUA), posto que a aeronave síria voava dentro das suas fronteiras e dava combate contra inimigos do governo legítimo da Síria, foi disparado um míssil AIM-9X da distância de seis milhas, todavia, usando-se de manobras evasivas e flares a vetusta aeronave do Capitão Fahd consegui esquivar-se do ataque neste primeiro momento, não o sendo quando a opção do seu caçador foi pelo vetor dotado de antena eletromagnética (AIM-120).

CaptAliFahad
Capitão Ali Fahad, da Força Aérea da República Árabe da Síria, quando do momento do seu resgate, nas proximidades do vilarejo de Shuwaihat.

O Capitão Ali Fahd conseguiu ejetar-se, vindo ao solo ao sul da cidade de Raqqa. Unidades de Comando do Exército Árabe da Síria foram desdobradas e conseguiram localizar o referido oficial aviador, que estava então sob a guarda de combatentes curdos. Este último dado é interessante, visto que desmonta a versão norte-americana que o capitão em questão estivesse a atacar alvos curdos, visto que os curdos e os soldados regulares sírios são aliados oficiosos neste conflito civil. A alegação da FARAS é que a aeronave fustigava unidades do Estado Islâmico. O Capitão Ali Fahad retornou as suas fileiras já na terça-feira seguinte ao evento, dia 20.06.2017.

A presente narrativa que atesta a habilidade do caçador sírio, não obstante o resultado lastimoso, bem como a defasagem tecnológica dos vetores envolvidos, proveio primeiramente da produtora da rede CBS News, Mary Walsh, enquanto que a informação concernente ao resgate do piloto abatido, localizado na aldeia de Shuwaihat, adveio das postagens efetuadas pelo blogueiro sírio Madzhd Fahd.

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Jeish al-Islam perde o seu comandante

por: César A. Ferreira

Os ataques aéreos empreendidos pela Federação Russa em apoio a República Árabe da Síria obteve, de maneira espetacular, a eliminação de lideranças importantes dentre os grupos extremistas sírios, notadamente, do grupo Jeish al-Islam, noticia a agência Fars News.

Os ataques se deram no bairro distante de Ghouta Leste, ou Ghouta Oriental, gueto cercado e isolado pelas forças governamentais na área da Grande Damasco. O ataque foi realizado nesta sexta-feira, 25 de dezembro de 2015, após o centro de comando do  Jeish al-Islam (Exército do Islã) ter sido identificado pela inteligência russa e síria. Este centro foi cuidadosamente plotado e o ataque desferido, justamente, quando da ocorrência de uma conferência neste centro de comando extremista. Em função do ataque morreram dez militantes extremistas, dentre eles o comandante adjunto do referido grupo terrorista, além de outros membros da coalizão do terror. Os membros mortos faziam parte de um “alto comando militar”. O ataque vitimou líderes notórios, caso de  Zahran Allouch, vice-comandante e porta-voz do Jeish al-Islam e de Hamza Bayrakdar, e também porta-voz do Jeish al-Islam.

Membros restantes da Shura de Ahrar Sham, uma espécie de “Conselho Consultivo”, emitiram condolências pela morte de Zahran Allouch, cuja morte deve influenciar negativamente as ações da Jeish aL-Islam, dado que Zahran mostrava-se como um dos mais ferozes inimigos do regime no sul da Síria. A falta da sua liderança qualificada deve-se refletir em termos militares. Fato é que o grupo Jeish al-Islam é o maior dentre aqueles presentes em Ghouta Leste, ademais, é um grupo agregador, absorvendo células de grupos minúsculos, além de ser parte de uma coalizão financiada pela chamada Frente Islâmica. Acredita-se, que o Jeish aL-Islan deva perder muito com a falta de carisma dos sucessores dos líderes eliminados nesta data de 25 de dezembro.

Os ataques foram rápidos e precisos, e as armas utilizadas foram foguetes não guiados, 10 ao todo, contra o Centro de Comando do grupo terrorista Al-Marj em Ghouta Leste. Até o fechamento desta nota não se tinha divulgado o tipo de vetor, se Su-25, Su-24 ou Su-34.