A geopolítica da Rússia e as relações com o Egito

Fonte: Southfront

Autores:  J.Hawk, Daniel Deiss, Edwin Watson

Tradução adaptação: César A. Ferreira

As relações em rápido desenvolvimento entre a Rússia e o Egito foram ofuscadas por aquelas mais chamativas entre a Rússia e a Síria, bem como aquelas entre a Rússia e o Irã. No entanto, a relação Rússia-Egito merece um exame minucioso, posto que, ao contrário de relações do país (Rússia) com os outros dois poderes do Oriente Médio (Síria e Irã), trata-se de um país (Egito) que até então parecia estar definitivamente na órbita ocidental. A mudança abrupta de seu vetor geopolítico em direção a Eurásia representa, portanto, uma enorme mudança para a região, maior que o apoio bem sucedido da Rússia ao governo sírio legítimo,  ou a estreita relação com a República Islâmica do Irã, ambos os quais reiterados figurantes da  “lista de inimigos do Ocidente ” por décadas. As razões para esta mudança são duas, e tem a ver com a forma como as potências ocidentais interagem com as potências do Oriente Médio, em um contexto de crise econômica sistêmica, além da maneira como a Rússia demonstra a sua atratividade como um aliado.

A crise sistêmica do Ocidente claramente transformou o modo como as potências ocidentais visualizam aquelas não-ocidentais. Dado o fato de que o “fim da história”, como retórica globalizante sugeria uma utopia pós-soberania em que os poderes fracos e fortes interagiriam em condições de igualdade em um mundo sem fronteiras, observou-se na prática, que esta retórica era um ardil para convencer potências não ocidentais baixar a guarda e permitirem-se penetrar por empresas ocidentais e instituições financeiras,  indo a perder qualquer possibilidade de traçar o seu próprio curso independente. Infelizmente, do ponto de vista ocidental, a assimilação dos  “mercados emergentes” ainda é a pedra angular da política econômica, o único programa de crescimento econômico. Considerando que, durante a década de 1990 essa assimilação tomou forma de maneira relativamente benigna; 9/11 entretanto,  teve o efeito de permitir que inicialmente os EUA viessem a adotar uma postura muito mais agressiva, a ponto de realizar  invasões militares ostensivas. Enquanto isso a EU (União Europeia), inicialmente, não seguia o exemplo, mas, a gravidade dos próprios problemas internos da UE levaram-na a saltar no movimento de “mudança de regime”, como se verifica no caso da Líbia, da Síria e da Ucrânia.

O Egito, aliado ocidental de longa data, desde o final da década de 1970, inesperadamente encontrou-se no fim da fila das predatórias políticas ocidentais que assumiram a forma da “revolução colorida” da Praça Tahrir , movimento este que levou à vitória eleitoral a Irmandade Muçulmana, que por sua por sua vez, caiu frente a um golpe militar,  na medida em que o perigo de haver a queda do país em uma guerra civil tornou-se por demais aparente. O fato de que Irmandade Muçulmana foi financiada pelos EUA e os estados aliados do Golfo Pérsico, fez o Egito ciente de que também foi alvo de jihadismo patrocinada pelo Estado, e que os EUA eram incapazes,  ou não queriam forçar os seus aliados na região para que se abstivessem de atacar o Egito. Enquanto a Síria é apenas uma preocupação periférica para o Egito, a guerra civil na Líbia, onde as formações islamitas, incluindo ISIS desfrutam de apoio árabe do Golfo, representam uma ameaça imediata para o Egito por várias razões:  o país pode ser usado como uma plataforma para lançar ataques ao Egito, tornar-se um santuário contra retaliação e, a longo prazo, ter o seu governo tornando-se uma marionete controlada pelas potências do Golfo, insidiosamente hostis, cujo objetivo a longo prazo é o controle do Egito e do canal de Suez , isto significa que o Cairo se faz muito interessado em influenciar o resultado desta guerra.

Rússia desta forma mostrou-se, assim, como um parceiro atraente por causa de sua história de não-envolvimento na política interna das nações vizinhas (com uma falha, dado que a restrição unilateral levou à revolução da Praça Maidan, na Ucrânia), porque ela (Rússia) pode preencher o vazio de segurança deixada pela fraqueza ocidental, e, por último mas não menos importante, porque pode defender fisicamente integridade política e territorial do Egito contra todas as ameaças possíveis, uma habilidade que está atualmente sendo demonstrada na Síria. Egito parece estar aproveitando estas capacidades. A cooperação inclui agora a possibilidade de se estabelecer uma base aérea russa no Egito, visitas de paraquedistas russos ao Egito, e tropas de operações especiais que ministram formação aos seus homólogos egípcios. O Egito também está mudando os seus planos de aquisições militares em relação à Rússia. Os dois navios da classe Mistral que foram adquiridos pelo Egito receberão a suíte eletrônica russa originalmente planejada e irão levar os helicópteros russos (Ka-52); há discussões de vendas caça MiG para o Egito, e o país recebeu um barco lança mísseis da classe Molniya.

Do ponto de vista da Rússia o Egito representa ainda uma outra barreira de segurança contra a invasão ocidental, uma resposta simétrica para a expansão da OTAN, “Parceria Oriental”, e revoluções coloridas. Combinado com a presença militar na Síria, orientação pró-russa geral de Chipre, e a neutralização da Turquia, que também foi facilitada por uma abortada tentativa de golpe pró – ocidente, a adoção de bases egípcias acabaria por transformar o Mediterrâneo Oriental em um “lago russo.” Por último, mas não menos importante, estas bases e alianças poderiam servir como uma plataforma de lançamento para a projeção de poder em outras áreas instáveis do Oriente Médio e, se o controle do Canal de Suez por conta do Egito se faz garantido por armas russas, esta garantia dota ambos os países com um meio muito eficaz de pressionar Ocidental e as monarquias árabes do golfo.

 

Anúncios

Por que destruíram a Líbia e mataram Gaddafi?

A matéria a seguir foi originalmente publicada na revista SCHWEIZ MAGAZIN e a Tradução publicada pelo  Nilson Lage no seu perfil no facebook. Ela é de 2011, época do início das tais “revoluções coloridas” patrocinadas por organizações internacionais e que destruíram países árabes inteiros e até agora destroem a Síria. Mas as revoluções coloridas continuam e agora tentam ceifar democracias e avanços sociais na América Latina, incluindo o Brasil, onde patrocinam o Golpe em andamento. Leia o artigo. Há alguma similaridade com o Brasil. Leia, pense e ajude a desconstituir o golpe em marcha e retomar a construção do Brasil com Inclusão Social, que esta agora suspenso pelo Golpe. 

 Agora se sabe , item por item, tudo que o tirano Gaddafi fez com seu povo. Eis uma lista de atrocidades a que os líbios foram submetidos por quatro décadas:

1. Não havia conta de luz na Líbia. A eletricidade era grátis para todos os cidadãos.
2. Não havia juros sobre empréstimos. Os bancos oficiais oferenciam subsídios iguais para todos. Era lei.
3. Ter uma casa era considerado direito humano.
4. Todos os recém-casados na Líbia recebiam US$ 50 mil, o bastante para a compra do primeiro apartamento. Era o presente do governo às novas famílias.
5. Educação e tratamentos médicos eram grátis na Líbia. Antes de Gaddafi chegar ao poder 25 por cento dos líbios eram alfabetizados. hoje o número é de 83 por cento.
6. Terras aráveis, uma casa rural, ferramentas, sementes e gado livre eram oferecidos a quem quisesse ser agricultor.
7. Se um líbio não encontrasse escolas ou instalações médicas de que necessitasse poderia buscá-las no estrangeiro com a ajuda de fundos do Estado, que oferecia, para isso US $ 2.300 por mês destinados a alojamento e transporte.
.8. Se um líbio comprasse um carro, o governo subsidiava metade do valor.
9. A gasolina custava 12 centavos de dólar (cerca de R$0,40) o litro.
10. Se um líbio terminasse a graduação universitária e não achasse colocação, o estado pagava o salário médio de sua profissão em que ele encontrasse emprego tecnicamente adequado.
11. A Líbia não tinha dívida externa e as reservas, que totalizavam |US$ 150 bi, foram dividas pelas potências de ocupação entre si.
12. Uma parcela da venda de petróleo da Líbia era creditada diretamente nas contas de todos os cidadãos da Líbia.
13 Mães que davam à luz uma criança ganhavam US $ 5.000.
14. Um quarto dos líbios têm um diploma universitário.
15. O Grande Rio Artificial para abastecimento das lavouras e cidades líbias é o maior projeto de encanamento da água potável do mundo.
Graças ao Deus Otan e  rebeldes, devolveram a liberdade ao povo líbio.”
(fonte: Schweiz Magazin, Suíça)

Nota do Editor: Hoje a Líbia está um caos. O Estado Islâmico se fez presente, ocupa cidades entre outros males. O país se encontra dividido em facções extremistas com o povo oprimido e empobrecido, todavia o petróleo flui, barato, em favor das grandes petrolíferas ocidentais. Elucidativo.

Barack Obama diz que David Cameron permitiu que a Líbia se tornasse um “show de merda”

Em ataque sem precedentes, Presidente dos EUA afirma que Reino Unido foi “distraído”.

Por: Tim Walker, Nigel Morris.

Fonte: The Independent

Tradução: J.Junker

Barack Obama criticou duramente David Cameron e o papel do Reino Unido fazendo com que a Líbia se tornasse um “show de merda”, após a queda do ditador Muammar Gaddafi, em um ataque sem precedentes a um líder britânico por um presidente em exercício dos Estados Unidos.

Obama disse que, após uma intervenção militar bem sucedida para ajudar os rebeldes durante a revolta da Primavera Árabe de 2011, a Líbia foi deixada em uma espiral fora de controle – em grande parte devido à falta de ação dos aliados europeus da América.

Em uma franca entrevista à uma revista dos EUA, Obama disse: “Quando eu penso lá atrás, eu me pergunto o que deu errado… Há espaço para crítica, porque eu tinha mais fé nos europeus, dada a proximidade da Líbia, que estariam envolvidos na sequência”.

Recordando o primeiro-ministro britânico, ele sugeriu que Mr. Cameron tinha deixado de se preocupar com a Líbia depois de ter-se “distraído por uma série de outras coisas”.

Cameron e Nicolas Sarkozy,  presidente francês, fizeram força pelos bombardeios contra as forças do coronel Gaddafi, que levaram à sua queda, mas desde 2011 a Líbia afundou ainda mais na violência e na guerra civil, e posteriormente tornou-se um ponto base do ISIS no Norte da África.

Obama continuou: “Nós realmente executamos este plano melhor do que eu poderia ter esperado: Nós tínhamos um mandato da ONU, nós construímos uma coligação, custou US$1 bilhão – que, quando se trata de operações militares, é muito barato. Nós evitamos mortes de civis em larga escala, o que impediu que quase certamente virasse um prolongado e sangrento conflito civil. E apesar de tudo isso, a Líbia está uma bagunça”.

Referindo-se a essa confusão em privado, Obama supostamente usou um termo mais colorido, “shit show”.

000libya-fire22
Bombeiro líbio defronte à tancagem de uma planta de refino líbia em Ras Lanouf, norte da Líbia, fevereiro, após incêndios ocasionados por ataques lançados por extremistas do Estado Islâmico. Imagem: AP.

Um bombeiro da Líbia está na frente de um tanque de armazenamento de petróleo em uma instalação de petróleo na região Ras Lanouf norte da Líbia, em fevereiro, depois que foi incendiado seguindo ataques lançados por jihadistas do ISIS (AP)

Os comentários são um grave constrangimento ao Mr. Cameron, que tem sido muitas vezes forçado a defender o envolvimento britânico na Líbia com o fundamento de que a intervenção ocidental ajudou a evitar um banho de sangue. Eles também colocam pressão sobre a aliança transatlântica como as posições das forças de coalizão em alvos do ISIS na Síria e no Iraque.

A porta-voz de Cameron disse que frequentemente deixou claro que ele ainda acreditava que a ação militar na Líbia era “absolutamente a coisa certa a fazer” e sublinhou que o Governo tinha posto o suporte ao país na ordem do dia quando o Reino Unido organizou uma reunião de líderes do G8 em 2013.

Ela disse: “Eu acho que compartilhamos a avaliação do Presidente dos Estados Unidos de que existem desafios reais na Líbia, e é por isso que nós estamos continuando a trabalhar forte com nossos parceiros internacionais para apoiar um processo na Líbia que coloque no lugar um governo que possa trazer estabilidade a esse país e porque estamos a falar de como podemos apoiar tal governo no futuro”.

Falando amplamente para a The Atlantic, Obama revelou que o primeiro-ministro arriscava danificar a “relação especial” dos países, atrasando um aumento nos gastos de defesa para atender o alvo da OTAN de dois por cento do PIB. Aludindo à lentidão do Mr. Cameron, Obama disse: “aproveitadores me enfurecem” (“Free riders aggravate me”).

Quando os dois ficaram cara a cara na cimeira do G7 em Junho de 2015, Obama disse a Cameron: “Você tem que pagar o a sua parte”. No mês seguinte, o chanceler George Osborne incluiu no Orçamento um aumento de gastos com defesa.

Obama também disse que as falhas do Mr. Cameron tinham afetado sua decisão de não impor uma “linha vermelha” sobre o uso de armas químicas do presidente Bashar al-Assad, durante a guerra civil síria. O Presidente tinha planejado um ataque contra as forças de Assad em agosto de 2013, na sequência de um ataque com gás sarin pelo regime contra civis em um subúrbio de Damasco. O ataque foi cancelado no último instante. Um “fator importante” na decisão, o presidente disse, “foi o fracasso de Cameron em obter o consentimento de seu Parlamento” para a ação militar.

Durante seu mandato na Casa Branca, Obama explicou, ele tentou encorajar outras nações a agir em questões internacionais sem esperar que os EUA para assumissem sempre a liderança.

“Foi precisamente para evitar que os europeus e os Estados árabes ‘segurem em nossos casacos’ enquanto nós lutamos por eles, que por princípio, insistimos” que liderar a intervenção na Líbia, disse ele, descrevendo a estratégia como “parte da campanha anti-aproveitadores”.

Obama também disse Sarkozy, que deixou o cargo no ano seguinte à intervenção na Líbia, tinha se esforçado para “fazer alarde” do envolvimento da França. A Casa Branca permitiu-lhe levar crédito desproporcional nos ataques aéreos, assim, “[comprando o] envolvimento da França de uma forma que tornasse menos caro e menos arriscado para nós”, disse Obama.

Hillary Assobrada pela Líbia

Por: Eric Margolis 

Fonte: Eric Margolis.com

Adaptação: César A. Ferreira

No corrente ano de 1987 desloquei-me até a Líbia para entrevistar seu homem-forte, Muammar Khadaffi. Vivenciamos um entardecer conversando na sua colorida tenda beduína ao lado dos Quartéis Bab al-Azizya em Trípoli que haviam sido bombardeados um ano antes pelos EUA em uma tentativa de matar o altivo líder líbio.

Khadaffi preveniu-me que caso fosse derrubado, a Líbia dividir-se-ia em três partes, tornando-se novamente presa do domínio ocidental. Seus esforços para tirar o mundo árabe e a África Ocidental da subserviência e do atraso findar-se-iam, anteviu.

Correto estava o líder líbio. Hoje, após sua morte, a Líbia se fragmenta em regiões hostis. Os EUA, França e Egito expandem sua influência pela Líbia, por último tendo-se  juntado a Itália, governante colonial da Líbia no passado. Instalaram o conjunto habitual de serviçais para cumprir suas ordens. Velhos hábitos são difíceis de morrer.

Vamos ouvir muito sobre a Líbia após as  vitórias grandiosas de Hillary Clinton e Donald Trump nas primárias da última Super Terça.

A ex-secretária de estado Hillary Clinton logo enfrentará o retorno de uma grande ameaça que a persegue desde 2012 – o ataque de extremistas da jihad contra o consulado americano em Trípoli, Líbia e a subsequente chacina a do embaixador americano Christopher Stevens e seus seguranças.

Os republicanos vêm tentando jogar a culpa por Benghazi sobre Clinton. Até agora não tem sido bem-sucedidos. Mas o boca de trapo Donald Trump com certeza hostilizará Hillary por Benghazi, seu registro como Secretária de Estado que nada fez e os problemas legais advindos. E mais, a autêntica história da falsa “libertação” da Líbia pode finalmente vir à tona.

Nem os democratas, ou republicanos até agora ousaram revelar o que realmente se deu em Benghazi. A chamada “revolução popular” de 2011 na Líbia foi um elaborado complô da França, Grã-Bretanha e EUA, ajudados pelos Emirados do Golfo e Egito, para derrubar Khadaffi, homem-forte da Líbia por quatro décadas, e assim assumir o controle de seu petróleo de alta-qualidade.

A inteligência ocidental e ONGs semi-governamentais utilizaram as mesmas táticas de subversão na Líbia que haviam empregado nas bem-sucedidas “revoluções coloridas” na Geórgia, Ucrânia e Síria, porém fracassadas no Irã e na Rússia.

Os franceses desejavam derrubar Khadaffi, pois ele afirmava ter ajudado a financiar a eleição do ex-presidente Nicholas Sarkozy. Este negou a acusação. Os árabes do Golfo queriam Khadaffi morto porque ele continuava acusando-lhes de roubar a riqueza árabe e serem fantoches das potências ocidentais. Elementos operativos da inteligência francesa tentaram assassinar Khadaffi nos anos 80. O MI6 da Grã-Bretanha procurou matar o líder líbio com uma massiva explosão de um carro-bomba em Benghazi.

A operação de mudança de regime pelos EUA, França e Grã-Bretanha começou em 2011 com os protestos populares engendrados em Benghazi. Logo foram seguidos por uma operação militar clandestina liderada por forças especiais ocidentais contra o esfarrapado exército de Khadaffi, seguido por pesados ataques aéreos. A mídia ocidental amestrada, de boa vontade fechou os olhos a esta intervenção militar ocidental, saudando-a  de “revolução popular” na Líbia.

Após Khadaffi ter sido derrubado e assassinados (reportadamente por agentes da inteligência francesa), enormes estoques de armas tornaram-se disponíveis. A secretária de estado Clinton, que patrocinara a derrubada de Khadaffi, decidiu armar a mais nova “revolução colorida” do Ocidente, os rebeldes anti-Assad da Síria.

A maioria das armas líbias estava estocada em Benghazi, foram transportadas via aérea para o Líbano, ou Jordânia, então sendo contrabandeadas para os rebeldes na Síria. O embaixador americano Stevens estava supervisionando as transferências de armas do consulado em Benghazi. Ele foi morto por jihadistas anti-americanos combatendo a ocupação da Líbia e não por “terroristas”.

Hillary Clinton, financiada por neocons importantes, arca com a responsabilidade principal por duas calamidades: a deposição de Khadaffi e a terrível guerra civil da Síria. Khadaffi estava contendo numerosos grupos jihadistas norte-africanos. Depois de sua derrocada, eles despejaram-se para o sul, no Sahel e regiões subsaarianas, ameaçando os governos dominados pelo Ocidente.

Também descobrimos que o Departamento de Estado de Clinton deu luz verde para mais de US$ 150 bilhões em vendas de armas para dezesseis nações repressivas que doaram grandes somas para a Fundação Clinton – uma espécie de governo no exílio para o Clinton Clan.

Todos os negócios sórdidos. Não é de se admirar que tantos americanos exibam fúria para com a sua classe política. Um bocado de munição para Donald Trump.