Soleimani ferido! (Não confirmado)

Por: César A. Ferreira

Notícias ainda não confirmadas, advindas de membros de organizações e ativistas de mídia afeitos às forças de  oposição ao regime da República Árabe da Síria, relatam que o eminente Major General do Corpo da Guardas Revolucionária Islâmica (Irã), Qasem Soleimani, comandante em campo da Força Quds, teria sido ferido na proximidade da fronteira síria-jordaniana. Assim reporta o site South Front.

O evento que teria implicado em ferimentos na pessoa de Soleimani aponta a localidade de Daraa, e consistia em uma ação repressiva contra a entidade Hayat Tahrir al-Sham, que vem a ser o batismo atual da conhecidíssima Jabhat al-Nusra (mudam de nome repetidamente para serem considerados como “rebeldes moderados” como se esta ficção enganasse alguém fora do Departamento de Estado). A al-Nusra, como se sabe, é a entidade afiliada à Al-Qaeda na Síria.

A Força Quds, unidade especial do IRGC1, desdobrou-se para Daraa, juntamente com elementos das forças armadas sírias com o intuito de estabilizar a região daquela capital provincial.

A notícia, que carece de confirmação, assume importância devido ao carisma e capacidade de liderança de Soleimani, cuja perda seria um golpe difícil de ser absorvido com facilidade.

[1]: ingles –   Islamic Revolutionary Guard Corps.

 

 

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Exército Árabe Sírio avança no Sul

Por: César A. Ferreira

Com as atenções voltadas para o norte da Síria, por onde se dá o tráfego do contrabando de petróleo que sustenta a insurgência do Estado Islâmico, artéria vital que faz com que este grupo, como outros, como Al-Nusra e ESL se esfalfem para manter as comunicações e abastecimento com a fronteira turca, pouca atenção se dá aos combates efetuados no sul, quando muito são noticias, apenas, pela estranhíssima atitude de Israel em assistir combatentes extremistas do Estado Islâmico em termos médicos, inclusive com resgate e remoção dos feridos para atendimento traumatológico especializado junto ao conceituado Ziv Medical Center.

O Exército Árabe da Síria realizou um movimento amplo na província de Dar, ocupando várias localidades no seu avanço que possui como objetivo a capital provincial, neste presente momento, as forças governamentais já travam combates nos subúrbios do norte da capital. Neste processo, o Exército Árabe da Síria, objetivando a manutenção do fluxo logístico e proteção dos acessos, concentrou-se primeiramente em conquistar e manter a estrada Damasco-Dar, e em sequência capturar a base militar localizada junto à cidade de Sheikh al-Max, 90 quilômetros ao sul de Damasco, cujo controle havia sido perdido em janeiro último (2015). Se for considerada a proximidade com a fronteira jordaniana, que é extrema, tornar-se-á fácil perceber o quão importante é esta base, visto que o controle da fronteira sul é tão vital quanto aquele que se almeja na fronteira norte, pois a Jordânia, ao sul, tal como a Turquia, ao norte, permite o transito de extremistas e de suprimentos para os mesmos.

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Exército Árabe da Síria comemora vitória ao sul de Damasco. Imagem: Internet.

O relato contrário, da parte extremista, através da voz de Ahmad al Masalmeh, ativista adepto da oposição armada ao regime sírio, informou que o Exército Árabe Sírio havia tomado apenas uma porção da referida base, portanto, que a mantinham em suas mãos oferecendo combate aos soldados regulares sírios. Todavia, em vista do apoio exercido pela Rússia nesta ofensiva, coadjuvada pela FARAS – Força Aérea da República Árabe da Síria, na forma de mais de 80 ataques aéreos efetuados, além do apoio de infantes do Hezzbolah, altamente motivados e com grande experiência em combate, torna-se difícil manter a versão extremista como digna de crédito, ademais, quando o próprio relata que o Exército Árabe da Síria fez uso intenso de barragem de foguetes, artilharia de tubo e morteiros. Há, no entanto, uma convergência de relatos, ambos os lados apontam combates nas cercanias de Sheikh al-Max.

A principal força contra qual se bate o Exército Árabe da Síria na região é a Frente Al-Nusra, esta, por sua vez, alicerçada por uma miríade de pequenos grupos extremistas.  Contra esta nuvem de combatentes insurgentes, fazem frente soldados regulares do Exército Árabe da Síria, combatentes operativos do Hezzbolah e voluntários iranianos. As forças na região travam uma batalha de nítido valor tático e estratégico, mas também simbólico, pois foi em Dar, que se iniciaram os protestos que desaguariam na revolta armada contra o Presidente Bachar Al Assad.