Oficial sênior da inteligência ucraniana assassinado

Por: César A. Ferreira

Nesta terça – feira, 27. 06. 2017, precisamente às 08:14 no horário local da Capital da Ucrânia, Kiev, um oficial sênior da inteligência governamental foi vítima de um atentado explosivo, que mandou pelos ares o automóvel que o conduzia. O oficial morto neste atentado atendia pelo nome de Maxim Shapoval, e detinha neste momento o cargo de Diretor Chefe da Inteligência Militar da República da Ucrânia, englobando a chefia das operações especiais da inteligência militar.

Esta ação empana os sucessos anteriores da inteligência ucraniana no território separatista das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, onde houveram as ações letais contra os comandantes “Motorola” (Arseni Serguéyevich Pávlov) e “Givi” (Mikhail Tolstykh), ambos assassinados fora do ambiente de combate, o primeiro devido a explosivos colocado no elevador de acesso a sua residência e o segundo assassinado dentro do seu escritório, alvejado por uma granada anti-carro autopropulsionada. O atentado que vitimou Maxim Shapoval deu-se através de explosivos plantados em seu carro, que foram detonados em uma via da Capital Ucraniana de maneira espetacular.

A morte deste oficial é bem mais do que simbólica e significa, antes, um aviso candente sobre a fragilidade que se abate sobre as autoridades ucranianas, afinal se o chefe de inteligência encontra-se com o seu destino desta maneira, torna-se óbvio que existe uma infiltração severa nos dispositivos de inteligência ucranianos e que qualquer um poderá vir a compartilhar o fim de Maxim Shapoval.

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Jeish al-Islam perde o seu comandante

por: César A. Ferreira

Os ataques aéreos empreendidos pela Federação Russa em apoio a República Árabe da Síria obteve, de maneira espetacular, a eliminação de lideranças importantes dentre os grupos extremistas sírios, notadamente, do grupo Jeish al-Islam, noticia a agência Fars News.

Os ataques se deram no bairro distante de Ghouta Leste, ou Ghouta Oriental, gueto cercado e isolado pelas forças governamentais na área da Grande Damasco. O ataque foi realizado nesta sexta-feira, 25 de dezembro de 2015, após o centro de comando do  Jeish al-Islam (Exército do Islã) ter sido identificado pela inteligência russa e síria. Este centro foi cuidadosamente plotado e o ataque desferido, justamente, quando da ocorrência de uma conferência neste centro de comando extremista. Em função do ataque morreram dez militantes extremistas, dentre eles o comandante adjunto do referido grupo terrorista, além de outros membros da coalizão do terror. Os membros mortos faziam parte de um “alto comando militar”. O ataque vitimou líderes notórios, caso de  Zahran Allouch, vice-comandante e porta-voz do Jeish al-Islam e de Hamza Bayrakdar, e também porta-voz do Jeish al-Islam.

Membros restantes da Shura de Ahrar Sham, uma espécie de “Conselho Consultivo”, emitiram condolências pela morte de Zahran Allouch, cuja morte deve influenciar negativamente as ações da Jeish aL-Islam, dado que Zahran mostrava-se como um dos mais ferozes inimigos do regime no sul da Síria. A falta da sua liderança qualificada deve-se refletir em termos militares. Fato é que o grupo Jeish al-Islam é o maior dentre aqueles presentes em Ghouta Leste, ademais, é um grupo agregador, absorvendo células de grupos minúsculos, além de ser parte de uma coalizão financiada pela chamada Frente Islâmica. Acredita-se, que o Jeish aL-Islan deva perder muito com a falta de carisma dos sucessores dos líderes eliminados nesta data de 25 de dezembro.

Os ataques foram rápidos e precisos, e as armas utilizadas foram foguetes não guiados, 10 ao todo, contra o Centro de Comando do grupo terrorista Al-Marj em Ghouta Leste. Até o fechamento desta nota não se tinha divulgado o tipo de vetor, se Su-25, Su-24 ou Su-34.