Boeing C-17, Shashi Kant Sharma, & Contabilidade

Fonte: Security Wise. Publicado em 19 de agosto de 2016.
Autor: Bharat Karnad.

Tradução: J. Junker.

É curioso que a imprensa mainstream indiana e os meios de comunicação levantam o inferno quando se trata de algo de errado com equipamento militar de procedência russa mas ficam estranhamente silenciosos e falham em relatar o mesmo com as conclusões da Controladoria e Contabilidade Geral (CAG, a CGU indiana) sobre problemas com equipamentos e plataformas ocidentais, de procedência estadunidense. A maior parte dos mais de US$13 bilhões em compras de defesa dos EUA durante a última década foram feitas de aviões de transporte de alto valor – o C-17 Globemaster III, aviões de longo alcance, pesados, e o mais versátil C-130J Hercules ambos aeronaves de transporte, que também pode desdobrar-se para missões expedicionárias. Um acordo gov-a-gov foi assinado em Junho de 2011 para uma ordem inicial de 10 C-17 avaliados em mais de US$ 4,120,000,000 (Rs 18,645.85 crore).

É uma coisa muito boa que a Força Aérea Indiana (IAF) finalmente priorize a capacidade logística distante e adquira os C-17 que pode, em teoria, entregar 70 toneladas de carga útil à mais de 4.200km, ou 40ton em 9.000km. Por enquanto, tudo bem. Agora aqui é onde as falhas começam. Um certo número de condições precursoras eram necessárias para a obtenção destes aviões fosse executada otimamente ao serviço da IAF. Um simulador de treinamento do C-17 deveria ser configurado e ativado antes da entrega dos aviões, de modo que os pilotos do 81st Squadron da IAF, baseado em Hindan AFB, teriam adquirido familiaridade com os sistemas de bordo, procedimentos operacionais e protocolos, e alcançasse um certo nível de perícia, de conhecimento e proficiência antes de levá-los ao ar. Na verdade, é obrigatório que cada grupo tenha 1.700 horas por ano no simulador para a qualificação inicial, certificação trimestral, e “instrução de missão e apuramento em operações especiais”.

A IAF, como observa o relatório da CAG, queria um simulador instalado e funcionando em um mínimo de três meses meses “antes da entrega” do primeiro C-17. De acordo com o contrato de offset (junho de 2011), os serviços de simulador na Índia deveriam ser disponibilizado até julho de 2013 para os aviões entreges no período de junho de 2013-dezembro de 2014. A auditoria observou que a Boeing “ainda estava para instalar” o simulador através do seus parceiros indianos de offset – a Mahindra Sistemas de Defesa e Tata Consultancy Services, com valor total de compensações relativas a equipamentos no valor de US$ 135.080.000 (Rs 611.92 crore) para simulador de treinamento de manutenção de voo e simulador de treinamento em voo. A falta destas instalações foram sendo compostas pelos pilotos do 81st Squadron como “pilotos de roteamento para o treinamento em simulador” com a Força Aérea dos Estados Unidos, “com vagas liberadas pelo Governo dos EUA”.

Ótimo. Então, há realmente um incentivo para a IAF para não fazer um barulho ou o CO, 81 Sqdn, para não reclamem para o estabelecimento da (falta de) simuladores no país, porque as tripulações e o pessoal de manutenção agora começam a fazer a sua formação nos Estados Unidos, e se este for para a vida útil da aeronave, qual a melhor? Quem pode opor-se a um arranjo tão agradável?? Certamente ninguém na IAF!!!

Da mesma forma, a infraestrutura terrestre “especializada” que custa US$ 152,75 milhões (Rs 723,27 crore), deveria ser criada pela Boeing com o programa executado, para fins de controle de qualidade, pelo Army Corps of Engineers, nomeados por Washington (presumivelmente, juntamente com o parceiro de offset indiano, L&T), antes da chegada da aeronave em junho de 2013. Enquanto em setembro de 2015, apenas 54% do trabalho tinha sido concluído, “a conclusão da infraestrutura” era, diz a CAG, prevista para dezembro de 2015. Se este trabalho foi concluído, o relatório da CAG não diz. Talvez, como parte da infraestrutura, pistas de alta qualidade com número de classificação de pavimento especificado (PCN) de 75 são necessários para o C-17 para fazer valer a sua carga máxima de 70 toneladas. Novamente, isso precisava estar em vigor antes da indução desse meio na IAF, em todas as bases que se planejava para sediar esta aeronave – além de Hindan, Sirsa, Sarsawan, Jammu, Pathankot, Udhampur, e mais quatro aeródromos do Ocidental Air Cmd sofreria avaliação para atualização de PCN – entre eles Awantipur, Chandigarh e Thoise.

As falhas da IAF, segundo a CAG, por não avaliar a “adequação de suas pistas antes da indução”, resultaram na pura “subutilização da capacidade de carga útil”, com C-17 transportando menos de 17 toneladas em missões e média em torno de 26-35 toneladas. “Assim, um bem nacional caro, adquiridos para transporte de cargas pesadas não estava sendo utilizado de acordo com a sua capacidade.” O desperdício criminoso de Vayu Bhavan, a atitude chalauu kaam, reflete-se na sua explicação, em abril de 2016 para a CAG: que o C-17 “é capaz de operar em pistas com menor valor de PCN no caso de que a situação exiga tal operação” e que esta avaliação “detém boa parte relativamente a 14 aeródromos” encontrados “inadequado para operação” por causa de “valores PCN baixos e requisitos de terra de manobra”. em outras palavras, a IAF foi preparada, com capacidade de carga para além do subutilizado, e uma mais rápida degradação dos próprios C-17 por operarem a partir de pistas sub-par.

A infra-estrutura deficiente incluí, é claro, a ausência do equipamento de terra, tais como equipamentos de assistência em escala (empilhadeiras) e para “paletização” e manipuladores especialmente treinados para eles permitam “reduzir tempo em terra de um ativo estratégico, cujo principal objectivo é a rápida implantação”. Tudo o que havia para agilizar a carga / descarga é um forklifter de 13 toneladas ocupando 35% do espaço de carga disponível a ser transportado a bordo de todos os C-17. Isso requer um par de saídas para o mesmo destino, onde apenas um teria sido suficiente. As penalidades de custo são enormes considerando o custo por hora de voo é Rs 43.19 lakh, o que a CAG considera “imprudente”.

Então, como é que a IAF e seus C-17 estão nessa confusão? O Relatório da CAG acusa claramente o fato de que “embora o cronograma de pagamento trimestral ao Governo dos EUA foi definido na LOA (Carta de Oferta e Aceitação), não havia nenhuma condição estipulada para a imposição de penalidades por atraso no fornecimento / prestação de serviços de infra-estrutura. “Em outras palavras, existe uma obrigação para a Boeing ser paga no tempo certo e o Governo dos EUA em entregar as aeronaves, mas não há obrigação para a Boeing entregar os serviços e infraestrutura contratadas relacionadas com operações eficientes desta aeronave. Legalmente, a Boeing e o USG não precisam fornecer a infraestrutura até perto do fim da vida útil da aeronave! Não que a IAF se importe!

Mas aqui está o cerne de toda a questão. Como é que este contrato substantivamente falho e deficiente passou pelo Ministério da Defesa, e quem é responsável por isso? Bem, o diretor-geral de aquisições, no ministério da defesa, em junho de 2013, quando a LOA foi assinado era Shashikant Sharma, IAS (Indian Administrative Service) e, portanto, diretamente responsável por aceitar este contrato. Sharma foi demitido do cargo de DG de aquisições no mês seguinte (em julho de 2013), mas não antes de concluir o negócio de helicópteros VVIP com a Augusta-Westland – lembram-se desse embuste? – Para o qual ele foi recompensado com um posto de secretário de Defesa, aposentando-se com essa capacidade, e nomeado à CAG pelo governo Partido do Congresso de Manmohan Singh. E é com a CAG que agora ele tem o desplante de se pronunciar sobre as deficiências do contrato do C-17, o qual ele foi originalmente o responsável, em primeiro lugar. Muito bom.

Conforme indicado em blogs anteriores, Shashikant Sharma em sua aposentadoria como controlador da CAG em 2017, precisa ser investigado por seu papel no esquema Agusta, mas também pelo fiasco dos C-17. Um começo foi feito pelo CBI HC Gupta (IAS, aposentado) o ex-secretário de carvão, no mesmo ministério durante os anos Manmohan. Há razões mais importantes, a segurança nacional, para investigar Shashikant Sharma e prendê-lo com uma sentença dura. Ela terá um enorme efeito sobre burocratas. A menos que a responsabilidade se torne a norma, o atual sistema fenomenalmente relaxado, em última análise, de má gestão de recursos financeiros, irá persistir e a Índia voluntariamente será reduzida, por seus governantes, a condição de um mendigo.

Nota do Editor: este texto foi retirado do Fórum Defesa Brasileira, onde fora publicado na sua forma original, em inglês, bem como com a presente tradução para o português, realizada por Junker. 

 

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MD Indiano: Negócio de torpedo Black Shark para a Marinha cancelado

Autor: Vivek Raghuvanshi

Tradução e Adaptação: Luiz Medeiros

Fonte em português: Plano Brasil 

Fonte original: Defense News

NOVA DÉLHI – Os planos para adquirir torpedos Black Shark para a Marinha Indiana pela WASS, uma subsidiária da Leonardo-Finmeccanica, foram cancelados na semana passada, um porta-voz do Ministério da Defesa confirmou com a Defense News.

A decisão surge na sequência de acusações de corrupção envolvendo outra subsidiária da Italiana Leonardo-Finmeccanica, a AgustaWestland, e o partido político Congresso Nacional Indiano.

“A decisão foi tomada na semana passada e o processo de cancelamento está em andamento, e as alternativas estão sendo trabalhadas”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa Nitin Wakankar.

A Marinha buscou torpedos Black Shark para montá-los para os seis submarinos Scorpene que começam a ser introduzidos este ano.

Depois de cancelar um contrato de helicópteros com AgustaWestland em janeiro de 2014, o novo governo, após sua chegada ao poder em Maio de 2014, emitiu uma proibição parcial contra Leonardo-Finmeccanica e suas controladas. Contratos em curso continuaram, enquanto novos acordos foram proibidos.

Embora a licitação de mais de US$ 200 milhões para a compra de 98 torpedos Black Shark esteja agora cancelada, não houve nenhuma decisão sobre uma alternativa.

Nenhum funcionário Ministério da Defesa diria como a Marinha indiana vai adquirir os muito necessário torpedos. De acordo com o analista de defesa Nitin Mehta, a Marinha provavelmente vai lutar para se recuperar rapidamente do cancelamento.

O ministro da Defesa Indiano Manohar Parrikar disse que a empresa italiana será penalizada na Índia, na sequência de denúncias de que foram oferecidos subornos para ganhar um contrato € 560 milhões para helicópteros da Força Aérea da Índia em 2010.

O desenho do apocalipse

Este artigo foi redigido por mim especialmente para o site Plano Brasil, no ano de 2013. É interessante compará-lo com o artigo recente do Dr. Paul Craig Roberts, que trata do mesmo assunto e com perspectiva equivalente.

O desenho do apocalipse

Por César A. Ferreira

Uma boa parte dos cidadãos norte-americanos acredita no apocalipse, assim creem, piamente, pois está escrito na bíblia cristã, e como sabemos, para estes os dinossauros andaram sobre a terra… Ao lado dos Neandertais. Uns poucos, no entanto, acreditam no fim da humanidade, na forma que conhecemos pelo menos, devido ao colapso do petróleo, que levaria ao caos uma sociedade edificada em torno desse recurso mineral. Acontece, que antes do fim do ciclo do petróleo, devido a forma da nossa arquitetura financeira, haveria, segundo a crença de poucos cidadãos norte-americanos, forçosamente um conflito global, visto que a sinergia petróleo-dólar seria abalada, muito antes.

Para entender o motivo deste temor é preciso recuar no tempo, no caso para 1944, quando ao final da Segunda Grande Guerra, os EUA, única potência intocada pela destruição, promove do alto da sua superioridade econômica e industrial, sem par na história humana, aquilo que seria o primeiro acordo negociado da humanidade, mas que de regra não deixava de ser uma imposição ditada pelos fatos, de que seria a moeda nacional dos EUA o meio corrente para transações internacionais, sendo a garantia do valor o lastro em ouro mantido pelos EUA. A relação seria de 35 dólares por onça, sendo tácita a percepção de que os EUA deveriam se abster de uma farra financeira.

Pois o que não deveria foi justamente o que se deu. A guerra do Vietnam exigiu empenhos de tal monta, que ficou óbvio até ao mais parvo dos seres, que os americanos haviam girado a máquina de impressão sem cerimônia alguma. Ao solicitar o repatrio das suas reservas em ouro, mantidas em solo dos EUA, receberam as nações que assim o fizeram um sonoro não. E como todo bom escroque, Richard Nixon anuncia que os EUA desvinculavam a sua moeda do padrão-ouro. Ou seja, da noite para o dia, uma banana para o mundo e um calote geral… No entanto, não ficou só nisso… Os norte-americanos convenceram aos príncipes sauditas a investirem em papéis do tesouro norte-americano. Com isso nasceu a veiculação do papel nacional norte-americano com o óleo de consumo geral da humanidade.

Os EUA obtiveram, assim, uma genial engenharia financeira. Poderiam os americanos colocar para rodar a máquina como quisessem, nunca faltaria recurso, posto que o petróleo, ainda que finito, é vastíssimo. O único perigo para a arquitetura seria o abandono do dólar como moeda de transações correntes, mas, quem o faria? Afinal, os EUA eram o paraíso na terra, Yeap!

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Teste nuclear Licorne. Esta imagem corre o mundo incorretamente como sendo da Tzar Bomb, Imagem: internet.

O mundo rodava e tudo parecia caminhar como um sonho para os norte-americanos, o fim da URSS parecia confirmar o autodesígnio da alma yankee, de que são eles o povo escolhido, os eleitos da nova era, os excepcionais, a perfeição da história e o fim da mesma… Contudo a história, sempre ela, costuma ser cruel para quem se deixa iludir e vaticinar de que ela tenha mesmo um fim. Na medida em que a sociedade americana se enriquecia com sua máquina mágica, a impressora offset, o interesse produtivo parecia ser atrativo, apenas, fora das suas fronteiras e os asiáticos, primeiro os japoneses, depois os sinos, demonstraram que haviam feito a leitura correta daquilo que o mundo sussurrava. Com a abertura de novos polos produtivos, a demanda por commodities aumenta o que acaba por dar alento para as economias dependentes, envoltas por razões estruturais em crises cíclicas, e os reflexos dessa demanda acabam por beneficiar nações de grandes extensões territoriais, que além de detentoras de recursos naturais, possuíam em adjunto, estruturas industriais.

Desenhava-se desta maneira a ressurreição da Rússia, herdeira da URSS, bem como a ascensão da Índia, e do novo status econômico de relativa estabilidade do Brasil. A estratégia chinesa de ser o polo produtivo do consumo norte-americano, como dreno constante de moeda nacional americana para suas fronteiras, por extensão, acabou por beneficiar as demais nações produtoras de matérias primas, que passam a acumular reservas quanto antes às perdiam, em profusão. Consequentemente, algumas delas, como já dito, por possuírem base industrial e de pesquisa, carrearam as suas reservas acumuladas para o desenvolvimento de tecnologia e inovação.

O crescimento de nações em termos de riqueza, por conseguinte, em poder, acaba por refletir na mente norte-americana como um desafio proposto, e neste contexto, é a Rússia o exemplo que não foge às retinas. Detentora de uma base científica de grande valor, ao ressurgir das cinzas ao qual Yeltsin e os saqueadores haviam-na submetido, justamente através de uma ferramenta constitucional que permitia ao chefe do executivo um poder inaudito, como se um Tzar fosse (obra do “democrático” Yeltsin), papel este exercido por Putin, a Rússia ergue-se após a desilusão com o ocidente não de costas para este, e sim de frente. Detentora dos recursos energéticos para manter viva uma esbanjadora Europa Unida, a Rússia de maneira silenciosa, porem determinada, colhe os recursos e moderniza-se, passo a passo, sem ter sobre os ombros o peso de estar presente de forma desafiadora por todo o globo. Não precisa, ela corresponde por quase sexta parte das terras continentais, da Europa à Ásia, portanto, no que tange à corrida de recursos, esta não lhe diz respeito… A postura altiva, no entanto, enfurece a alma yakee, pois não corresponde aquela que se espera de um derrotado, mas sim, de um vencedor.

Por outro lado, a China, criatura que desenvolveu uma notória simbiose econômica com os EUA, não possui assegurada o petróleo que necessita. Não tem os xeiques do petróleo na mão, tampouco a moeda nacional que segue como padrão para transações correntes, ainda que acumule aos montes, a mesma. Por isso perseguem os sinos, de todas as maneiras, assegurar-se da continuidade do fornecimento de óleo, a ponto de oferecer as nações embargadas todos os subterfúgios possíveis, incluindo créditos em sua moeda nacional, e desta maneira agem de forma consciente por enfraquecer o âmago do sistema de manutenção do poder americano: a veiculação petróleo-dólar.

O Iraque havia feito isto antes. Saddam Hussein instituiu que aceitaria apenas a moeda europeia, o Euro, como moeda para saldo de transações. Péssima ideia, pelo menos para quem não tinha sequer Sarin em seus estoques, quanto mais uma arma termonuclear. A China, por sua vez não padece deste mal, pois detém um arsenal nuclear, e mais importante, uma relação sinérgica com a economia dos EUA, da qual se configura como a maior detentora de títulos do tesouro… Os chineses, sempre que encontram uma nação que possa prescindir do dólar propõem que se saldem as trocas comerciais por compensações entre os respectivos bancos centrais, sem o envolvimento de uma moeda de referência, ou com o uso de moeda chinesa, o Renminbi. Por óbvio que os EUA não aceitam essas movimentações como algo inócuo, por ser de fato um ataque celerado ao âmago do seu poder, bem mais perigoso do que os naufrágios de porta-aviões, típicos dos romances de Tom Clancy, poderiam representar. É por isto que vemos, todos os dias, as pressões sobre o Irã. O Irã é pressionado e sofre embargos não por executar um projeto soberano de domínio pleno do ciclo produtivo da energia nuclear, mas por ser um fornecedor independente de petróleo, que aceita transações em uma cesta de moedas, dentre as quais, os reais brasileiros.

Percebe-se, portanto, como se forma o apocalipse. Pode uma nação acostumada ao bem estar de imprimir os seus desejos, e materializá-los apenas em armas, pois não sabe mais fazer outra coisa, deixar o poder mundial escorrer por entre os dedos? Ficará inerte? A lógica avisa que não e o passo natural, dado a conveniência do sistema petróleo-dólar, será o de aumentar a pressão e cortar de vez, eliminar por assim dizer, os fornecedores independentes de petróleo no mundo. É óbvio que a China, caso isso venha se concretizar, terá que se mover… Ainda que se diga, que o Irã não é o único fornecedor independente de petróleo, de que a Venezuela possui reservas ainda não exploradas no Orenoco (petróleo extra-pesado) que superam aquelas dos sauditas, por mais que se tente banhar-se no bom senso, fato é que não se pode contar com a razão quando a loucura, a alucinação, brada na mente de uns poucos que não enxergam outra coisa que o próprio poder, como se ele por si fosse tudo, e a soma de todos os valores; acontece que estes senhores são apenas 1% da população norte-americana, mas, são os alienados e os donos da chave do manicômio. Não há saída…

Ou ela existe, e não a vemos… Profecias, ao contrário da crença popular não precisam se materializar, podem não se cumprir…  Nostradamus, que o diga.