Por que destruíram a Líbia e mataram Gaddafi?

A matéria a seguir foi originalmente publicada na revista SCHWEIZ MAGAZIN e a Tradução publicada pelo  Nilson Lage no seu perfil no facebook. Ela é de 2011, época do início das tais “revoluções coloridas” patrocinadas por organizações internacionais e que destruíram países árabes inteiros e até agora destroem a Síria. Mas as revoluções coloridas continuam e agora tentam ceifar democracias e avanços sociais na América Latina, incluindo o Brasil, onde patrocinam o Golpe em andamento. Leia o artigo. Há alguma similaridade com o Brasil. Leia, pense e ajude a desconstituir o golpe em marcha e retomar a construção do Brasil com Inclusão Social, que esta agora suspenso pelo Golpe. 

 Agora se sabe , item por item, tudo que o tirano Gaddafi fez com seu povo. Eis uma lista de atrocidades a que os líbios foram submetidos por quatro décadas:

1. Não havia conta de luz na Líbia. A eletricidade era grátis para todos os cidadãos.
2. Não havia juros sobre empréstimos. Os bancos oficiais oferenciam subsídios iguais para todos. Era lei.
3. Ter uma casa era considerado direito humano.
4. Todos os recém-casados na Líbia recebiam US$ 50 mil, o bastante para a compra do primeiro apartamento. Era o presente do governo às novas famílias.
5. Educação e tratamentos médicos eram grátis na Líbia. Antes de Gaddafi chegar ao poder 25 por cento dos líbios eram alfabetizados. hoje o número é de 83 por cento.
6. Terras aráveis, uma casa rural, ferramentas, sementes e gado livre eram oferecidos a quem quisesse ser agricultor.
7. Se um líbio não encontrasse escolas ou instalações médicas de que necessitasse poderia buscá-las no estrangeiro com a ajuda de fundos do Estado, que oferecia, para isso US $ 2.300 por mês destinados a alojamento e transporte.
.8. Se um líbio comprasse um carro, o governo subsidiava metade do valor.
9. A gasolina custava 12 centavos de dólar (cerca de R$0,40) o litro.
10. Se um líbio terminasse a graduação universitária e não achasse colocação, o estado pagava o salário médio de sua profissão em que ele encontrasse emprego tecnicamente adequado.
11. A Líbia não tinha dívida externa e as reservas, que totalizavam |US$ 150 bi, foram dividas pelas potências de ocupação entre si.
12. Uma parcela da venda de petróleo da Líbia era creditada diretamente nas contas de todos os cidadãos da Líbia.
13 Mães que davam à luz uma criança ganhavam US $ 5.000.
14. Um quarto dos líbios têm um diploma universitário.
15. O Grande Rio Artificial para abastecimento das lavouras e cidades líbias é o maior projeto de encanamento da água potável do mundo.
Graças ao Deus Otan e  rebeldes, devolveram a liberdade ao povo líbio.”
(fonte: Schweiz Magazin, Suíça)

Nota do Editor: Hoje a Líbia está um caos. O Estado Islâmico se fez presente, ocupa cidades entre outros males. O país se encontra dividido em facções extremistas com o povo oprimido e empobrecido, todavia o petróleo flui, barato, em favor das grandes petrolíferas ocidentais. Elucidativo.

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11 comentários sobre “Por que destruíram a Líbia e mataram Gaddafi?

  1. As pessoas que escrevem isto nunca viveram a realidade no local, eu sai da libia 5 meses antes da guerra comecar, haviam coisas boas, mas tb se vivia uma ditadura … antes de mandarem larachas sobre assuntos sobre os quais nao viveram na pele vao aos locais e vivam as realidades. Se tudo estava tao bem porque razao quiseram os libios a mudanca ?

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    1. Nada impede, Caro Sr. Marco, que volte para a Líbia, nação que vive hoje sob o pavilhão da Liberdade. Apenas, não reclame, quando um Freedom Fighter estiver lhe abrindo a garganta…

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  2. gaddafi mesmo depois de oferecer tudo isso ao cidadao libio, de quase transformar a libia num paraiso social , conseguiram virar seu povo contra ele , e terminou levando tapa na cara, facada na bunda e tiro na cabeça…será que isso quer dizer alguma coisa?

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  3. A troco de uma liberdade bacoca e falsa se invadiram países com problemas « mas com petróleo » aonde não o há continuam-se a cometer as maiores atrocidades e não se mexe uma palha , estas perguntas ninguém as faz ou tem coragem para as fazem aos donos de isto tudo ou a democracia não é igual em todo o lado . A fome, miséria nos países ditos ricos não é falta de democracia e os países pobres não precisam de democracia ?

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  4. Setembro de 2015. Síria. Os sírios olhavam a seu redor e viam sua nação destruída. Não, não se tratava de uma guerra civil, mas de um ataque estrangeiro, pois os terroristas que agora infestavam o seu país sequer falavam a sua língua. Os sírios incautos que inicialmente protestaram contra o governo, logo perceberam que estavam sendo manipulados por meio da chamada “Primavera Árabe”, apenas um engodo criado pela imprensa e pela CIA para criar o clima para atacar a Síria. Diante do quadro que se seguiu, até a esperança, a última que abandona o ser humano, já não habitava há muito no coração dos sírios. Muitos fugiam, os que não podiam só lhes restava ainda lutar, não porque tinham esperança de vencer, mas somente porque era o certo a fazer, seu dever cívico, tentar salvar o que lhes restava do seu lar, tentar um futuro melhor para seus filhos, pela liberdade, contra a barbárie. Mas do outro lado, eis que estavam inimigos terroristas, capazes de realizar as piores atrocidades de que o ser humano é capaz: crucificavam pessoas, arrancavam fetos de mulheres grávidas, degolavam crianças, matavam da forma mais sádica, torturavam da forma mais perversa. O ar da Síria já estava contaminado pela violência, dor, morte e destruição. Isso tudo acorbertados pela “invencível” OTAN. França e Estados Unidos criaram o seu “playground” de horrores na Síria.

    Mas eis que de repente, quando tudo parecia perdido, os sírios olham para os céus e avistam algo espetacular. Aviões e helicópteros. Russos. Como anjos do céu, eles vieram. Destemidos. Prontos para enfrentar os deuses perversos da OTAN e os demônios malignos do Estado Islâmico. Com seu show de tecnologia e eficácia, fizeram os americanos correrem para fora da Síria, como as baratas e os ratos fazem quando a luz do sol penetra em seu refúgio fétido. Sim, os russos vieram. E junto com eles, a esperança retornou aos corações dos sírios. A possibilidade de um futuro para seus filhos tornou-se novamente plausível. E o mundo assistiu, atônito, a história se repetir, e os russos novamente enfrentarem o Imperialismo, como fizeram com Napoleão, como fizeram com Hitler.

    E os americanos, de camarote, assistiram, enraivecidos e impotentes, o poder total e absoluto escorrer por entre seus dedos. Entre eles e o domínio total e absoluto do mundo estava, está e sempre estará, os russos. Guardiães da Liberdade.

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