USAF reflete sobre sucessor do F-35

Por: César A. Ferreira

A Força Aérea dos EUA (USAF-ing); concluiu dia 18 último um estudo que versa sobre o domínio do ar para a década de trinta e além, deste século. O estudo prevê as bases conceituais, bem como as armas que deverão compor a nova família de aeronaves de caça, isto, segundo o informante da Agência Reuters, um “Oficial Sênior” da referida Força Aérea, creditado como Tenente General Mike Holmes1 (“Vice Chefe”2 do Estado Maior da Força Aérea dos EUA), em matéria de autoria de Andrea Shalal, com edição de Leslie Adler . O estudo em questão, é importante dizer, precede as análises formais de alternativas, que por sua vez antecede aquelas dedicadas para aquisição de novos vetores. A ser apresentado no próximo mês aos principais pares da USAF, este estudo, por si, revela-se uma “saia justa”.

Dá-se que este estudo aborda, de fato, aquele que será o substituto do F-35, produto da Lockheed Martin Corp., cujo desenvolvimento, marcado por custos astronômicos acabou-se de ultimar. Esta aeronave encontra-se em produção, estando suas primeiras unidades entregues aos seus esquadrões por agora, após 15 anos de desenvolvimento, todavia, os avanços em tecnologia de detecção, por parte da Rússia e da China, forçaram a liderança militar dos EUA a pensar toda uma nova geração de aeronaves de combate para além daquilo que o F-35 representa.

“It won’t be just one airframe that comes out of it. It’ll be a family of systems that helps us make sure we can guarantee the air superiority that the joint force depends on”, afirmou o Tenente General Holmes, após discurso proferido na Air Force Association.

O militar informante deixou escapar que havia a intenção de explorar todo o potencial pertinente às capacidades de guerra eletrônica, como parte do esforço geral na concepção da nova família de aeronaves de caça/ataque. Ora, isto é uma espécie de “revolução” dado que a partir da adoção do perfil “Stealth” em suas aeronaves, o pensamento da USAF era a da penetração passiva, ou seja, sem emissão alguma de frequências, dado que a confiança recaia sobre os perfis antirreflexivos. Agora, maior atenção será dada à guerra eletrônica, justamente o pensamento dominante à leste dos montes Urais…

A matéria de Andrea Shalal traz outras informações. Segundo o oficial informante, a USAF planeja adquirir 62 helicópteros UH-1N, produto da Bell Helicopter (Textron Inc)., para comporem o sistema de segurança dos silos dos mísseis balísticos intercontinentais (ICBM-ing) Minuteman III (LGM-30), bem como para servir ao transporte VIP.

Notas
1 : “Lieutenant General Mike Holmes”.

2: Segundo em Comando.

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4 comentários sobre “USAF reflete sobre sucessor do F-35

  1. É meu caro César…
    .
    Nada como um dia após o outro…
    .
    “Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.” — Abraham Lincoln
    .
    Venho acompanhado o programa F-35 Joint Strike Fighter desde o seu início, e desde então, este se mostrou – quase utópico.
    .
    Mas, em se tratando de EUA onde dinheiro não é problema, mas a solução, e a capacidade tecnológica é muito grande, imaginei em um primeiro momento que, “sonhos”, às vezes se realizam.
    .
    Contudo, após os primeiros protótipos, depois de alguns anos, a coisa se mostrou realmente, como diria um sábio que viveu no Oriente: “Um esforça para alcançar o vento”.
    .
    Senão fosse pela obstinação, característica comum desta nação (EUA), se isto for uma qualidade os EUA tem de sobra, qualquer outro já teria abandonado o projeto, afinal, este se mostrou nada menos que o “Castigo de Sísifo”.
    .
    De fato, esta justificativa para um novo projeto-vetor/doutrina e aplicação tática por conta do desenvolvimento das tecnologias da Rússia e China, é somente um meio para admitir o óbvio.
    .
    A “FICHA CAIU” – por assim dizer.
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    Aguardo ansioso as justificativas dos fanáticos “religiosos” (é porque, para muitos, defender este programa se tornou uma religião).
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    Saudações,
    .
    konner

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    1. O problema é que o F-35 é caro demais para se jogar fora, seria um suicídio político, e defender o desenvolvimento imediato de um substituto, agora, seria igualmente um suicídio… Veja, que para assombro de muitos um político como Sanders pode vir a ser candidato presidencial…
      Isto em um país onde a palavra socialismo é um xingamento.
      Rsrsrs.

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      1. — “o F-35 é caro demais para se jogar fora”…
        .
        — “defender o desenvolvimento imediato de um substituto, agora, seria igualmente um suicídio”…
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        Meu caro César,
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        Mas, de forma alguma, ainda que de relance, me ocorreu qualquer uma destas possibilidades aventadas por ti.
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        Tanto quanto Sanders, não irá conseguir sair como candidato, este programa, não será abandonado.
        .
        Assim como o governo dos EUA, os “parceiros” deste programa continuarão a receber este aparelho mesmo sem que este esteja plenamente operacional, (posto que para tal, os que já foram entregue, teria de estar cumprindo os requisitos propostos pelo programa F-35 Joint Strike Fighter, o que de fato, está LONGE DE OCORRER – e, para espanto geral, não só o governo dos EUA, mas, todos que já estão recebendo suas aeronaves F-35, estão conscientes de que, os que estão sendo entregues, será objeto de um “recall” no futuro, e, detalhe, NÃO SERÁ — GRÁTIS).
        .
        O que esta reportagem parece sinalizar, é que já estão “jogando a toalha”, ou seja, RECONHECENDO que, o Programa F-35 Joint Strike Fighter, NÃO IRÁ CUPRIR O QUE SE PROPOS.
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        De maneira alguma isto implica em parar o desenvolvimento do caça, só que isso pode levar tempo, muito mais tempo, quem sabe mais uns “15 anos”, logo, será tarde demais, se já não for.
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        Daí, a necessidade do desenvolvimento de um substituto desde já.
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        Já disse antes, volto a repetir, o F-35 Joint Strike Fighter/Doutrina de Emprego, trata-se de um – “OURO DE TOLO”.
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        (…) “o pensamento da USAF era a da penetração passiva, ou seja, sem emissão alguma de frequências, dado que a confiança recaia sobre os perfis antirreflexivos. Agora, maior atenção será dada à guerra eletrônica, justamente o pensamento dominante à leste dos montes Urais… (…)
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        Com esta sua muito oportuna observação, chego a pensar que a própria USAF, chegou a essa minha conclusão.
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        É cômico, para não dizer patético, o silêncio dos fanáticos defensores deste programa.
        Os sujeitos são tão Fanboys de tudo que os EUA faz, que nem tiveram “culhões” para comentar/repercutir a noticia da REUTERS.

        .
        Saudações,
        .
        konner

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