Revisionistas nipônicos propõem uma nova perspectiva da Segunda Grande Guerra

Este artigo foi retirado do site War History On Line. Traduzido e adaptado a partir de matriz cibernética, não há no site original a indicação do autor, o que é uma infelicidade.O link para a matéria original é o que segue: revisionismo nipônico.

Revisionistas nipônicos propõem uma nova perspectiva da Segunda Grande Guerra.

Os revisionistas históricos japoneses são a nova força motriz por trás da versão diferente sobre os acontecimentos da Segunda Grande Guerra. Trabalho forçado, tortura e escravatura sexual são todas elas versões aceitas sobre o Japão no tempo da guerra de acordo com a maior parte do mundo, exceto pelo pequeno, mas crescente grupo de pessoas do Japão.

Dentre os revisionistas, um dos  mais proeminentes é Toshio Tamogami, que já foi Chefe do Estado Maior da Força Aérea de Autodefesa do Japão. Mesmo ele, educado e esmeradamente civilizado, acredita em uma versão diferente do papel usualmente atribuído ao Japão pela historiográfica corrente. O que é interessante, pois esta retórica está se tornando cada vez mais popular no Japão, especialmente entre os mais jovens, que estão fartos em observar o seu país constantemente ter de pedir desculpas a China e a Coréia. Tomogami não é apenas um aposentado feliz, quer ele mais, concorreu para o cargo de governador de Toquio, e porquanto não ter ganho obteve, todavia, a quarta posição com mais de meio milhão de votos. Destes, quase um quarto dos votos foram de pessoas com menos de 30 anos de idade.

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Civis chineses sendo degolados por militares nipônicos. Foto: internet.

Tomogami afirma que os Aliados, vencedores da Segunda Grande Guerra forçaram uma versão dos fatos e a impuseram para o povo japonês, diz ser necessário ao Japão estar de pé e escrever sua própria história.  Na sua versão, Tomogami profere que o Japão não era agressivo, mas que estava apenas a lutar pela sua liberdade contra os brancos imperialistas que estavam a dominar a região do extremo oriente por séculos.  Fala de estar orgulhoso do papel nipônico na luta para empurrar para fora da Ásia as nações europeias. Não corrobora, entretanto, com as atrocidades infligidas nos demais povos asiáticos pelo Japão, chama a invasão da Coréia de “investimento”, e o mesmo para Taiwan e a Manchúria, segundo reportagem da BBC News. Tanto, que quando perguntado sobre a invasão da China pelo Japão e em particular sobre os assassinatos documentados em Nanking, 1937, Tomogami afirma que isto é falso e que não existem relatos comprobatórios de testemunhas oculares. Além disso, quando pressionado sobre o uso de mulheres coreanas como escravas sexuais para as tropas japonesas, responde que isto é uma história totalmente fabricada.

Dá-se que Tomogami não está sozinho, pois muitos nacionalistas japoneses veem alimentado esta versão dos fatos, enquanto isso, o atual Primeiro Ministro do Japão, Shinzo Abe, profere as desculpas protocolares sobre as ações do Japão no período da Segunda Grande Guerra, embora, no tocante àquilo que se trata sobre as mulheres coreanas, prostituição forçada, afirma que não houve por parte dos militares nipônicos o recrutamento de escravas sexuais, mas uma prostituição que se deu por iniciativa das mulheres coreanas.

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Um comentário sobre “Revisionistas nipônicos propõem uma nova perspectiva da Segunda Grande Guerra

  1. Estão mesmo querendo mascarar as atrocidades realmente cometidas pelos militares japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Podem até convencer os Japoneses, principalmente os das novas gerações, mas não o mundo.
    Deveriam concentrar-se mais em livrar seu país das rédeas americanas.

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